Wednesday, October 11, 2006

Texto 42
Que não é o que
não pode ser


Eu tinha saído daqui de Guarapari alguns dias antes para assistir ao Festival Pop Rock, em Belo Horizonte. Eu estava na casa de minha irmã, praticamente incomunicável.
Chegando em casa, assisti a um trecho do Bem Brasil que havia deixado gravando, e percebi que havia algo de estranho com o Nando Reis. Aliás, há tempos eu já achava a relação “Nando-Titãs” muito distante e fria no palco, ainda mais depois de um show aqui no Espírito Santo na cidade de Linhares, mais precisamente no dia 23-08-02. Mas quem sou eu para fazer esse tipo de afirmação, já que na época (apesar de sempre ter acompanhado a carreira dos mesmos, desde o início da adolescência) ainda nem tinha conhecido pessoalmente a banda e não tinha tanto contato ainda com fãs aqui em minha cidade.
Só soube da nota oficial quando desliguei o vídeo e voltei para a MTV, que estava relatando o caso em uma entrevista exclusiva. A preocupação veio à tona. Eu achei que se tratava de uma brincadeira da própria MTV, que já havia feito uma reportagem com pessoas nas ruas de São Paulo dizendo que os Titãs tinham acabado e analisavam a reação (de espanto) das mesmas. Mas não poderia ser mais uma brincadeira como esta e realmente parecia ser sério.
Eu sabia que os Titãs iriam superar o fato assim como ocorreu na saída do Arnaldo, mas e a agenda de shows? Quando seria o próximo? Será que haverá algum tão breve? E quanto ao baixo? Será que um Titã iria se dedicar somente ao baixo ou haveria um “revezamento”? E o set-list?
Sei que fiquei aliviada quando soube da entrada do grande Lee Marcucci, pois são anos de estrada e tinha certeza de que ele não iria fazer feio.

Roberta

“Que não é o que não pode ser” – O Que (Cabeça Dinossauro – 1986)

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